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  • fevereiro 28, 2019

    A Recepção da Reitoria e o meu bolo #4

    Ainda é tudo muito novo pra mim. Na verdade, ainda me sinto bem turista. Já tenho consciência de que este país é a minha casa nos próximos meses, já consigo lidar melhor com os dias que a saudade aperta, mas, no fundo, é como se ainda não me sentisse em casa. A sensação é de que falta algo. De fato, falta. Porém não se trata apenas das pessoas que não estão presentes fisicamente no meu dia a dia. É um vazio que não descobri ainda o que é.
    fonte dos Leões a frente do prédio da Reitoria da Universidade do Porto. imagem: wikimedia commons
    Essa semana tivemos a recepção da universidade para todos os alunos erasmus (nome dado aos alunos de intercâmbio). Foi uma cerimônia bem interessante. Primeiro, tivemos discursos de boas vindas de autoridades da Uporto; em seguida, tivemos apresentação de um grupo musical da faculdade de Direito; e por fim, um breve coffee break e sessão de fotos em cabine, com os fotógrafos da UP. Nem preciso dizer que o número de brs é imenso, acredito que sejamos a metade ou quase isso dos alunos de mobilidade. Tanto que nossa música roubou a cena completamente: cantamos evidências em coro e muita gente parou para assistir a rodinha que se formou de brasileiros dançando e cantando funk.

    Não sei se comentei que aqui não existe bebedouro ou filtro em lugar nenhum. As pessoas bebem água da torneira. Uma amiga foi pedir para encher a garrafa d’água em um estabelecimento e o senhor se dirigiu a torneira mais próxima, a do banheiro. O que parece bizarro para nós é totalmente natural para eles. E acredito que essa prática seja comum em toda a Europa. Inclusive, segundo o diário de notícias de Portugal, podemos beber água da torneira com confiança.


    Dessa novidade, aprendi a dar valor ao filtro de casa e a melhor água filtrada do mundo, a brasileira. Vou ter que me render aos hábitos a tomar água da bica. Até agora estava comprando galão de água para tomar e fervendo água para cozinhar os alimentos mas af muito trabalho e dinheiro envolvidos… Por mais que 6 litros d’água sejam consideravelmente barato, encontrei por €0,54, esses cêntimos ao final da minha estadia aqui podem me proporcionar alguma experiência gastronômica, então prefiro me abster. Vou continuar fervendo água para os alimentos pois temos uma chaleira elétrica maravigold que já é meu eletrodoméstico favorito daqui, mas comprar água pra beber não mais.

    Agora, preciso compartilhar um episódio dessa aventura, que agora é super engraçado mas me deixou muito triste e com olhos cheios d’água quando aconteceu. Sou uma pessoa de doces (alô @docenata!). Faço bolo simples, bolo de festa, brigadeiro, torta, pavê, pudim e todas as sobremesas possíveis. E amo ser essa pessoa! Quando chegamos no apartamento, a primeira coisa que eu procurei uma forma de bolo e não encontrei. Logo, saí procurando forma nas lojinhas daqui e tratei de comprar.
    a vista da sacada da minha cama ♥
    No sábado resolvi fazer um bolo pra tomar café a tarde. A massa ficou linda, fiquei super feliz. Acontece que o forno daqui é elétrico, ou seja, a temperatura dele é estável e ele aquece igualmente nas partes superior e inferior. A massa ficou lindíssima e fiquei na expectativa de sair um bolo lindo do forno. Conclusão, em menos de dez minutos, já dava pra ver que o bolo ia queimar completamente em cima e não estava assado. :( Até tenho foto, gente, mas me recuso a postar aqui, rs. No final, deu tudo certo, tirei a parte queimada e o bolo estava ótimo e fofinho. Nem tive mais vontade de fazer bolo depois disso, haha.

    Agora que as aulas já começaram, talvez nas próximas semanas já tenha coisas mais legais pra falar. Continuem me acompanhando, por favor! Até, ♥

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